Amigos do Fingidor

Mostrando postagens com marcador Sergio Luiz Pereira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sergio Luiz Pereira. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Prático

Sergio Luiz Pereira
A Rogel Samuel



Não acredito em ti, olho tremido
Nem com o primeiro passo o pé direito
Nem sonho negativo por efeito
Bem ao contrário do que terá sido.

Nem muito menos o coçar sentido
Nas palmas destas mãos em meu proveito
Porque a crendices não estou sujeito
E na existência o prático é vivido.

Não acredito no meu corpo a marca
Da vã superstição se nele abarca
E move-me a caminho em que não fito.

Alheio a fatos dessa natureza
Vou calmamente sem qualquer surpresa
Crendo apenas naquilo em que acredito.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sobre um tema de W. Irving

Sergio Luiz Pereira
Para Zemaria Pinto



Chorar não é fraqueza – é força apenas.
Porque na doce lágrima aparente
Há algo de sagrado e de eloquente
Pois falam dez mil línguas em tais cenas.

E nas sequências mostram suas penas:
O lado mais real do ser vivente
E quanto ao pranto derramado, quente
Mais força vós tereis, almas pequenas!

Que as verdadeiras lágrimas retratam
Os arrependimentos mais profundos
Ou as dores que ferem e que matam.

Também são mensageiras de sabores
Que se não medem nesses vários mundos:
Indescritíveis lágrimas de amores.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rio Solimões

Sergio Luiz Pereira

A Alcides Werk

Imagens, são fantásticas imagens!
Mistérios, são mistérios perseguindo
O verde em sempre pássaros sorrindo
À flor das águas doces e selvagens.

De quando em quando habitações, miragens
Das almas esquecidas vêm surgindo
E a imensidão das águas permitindo
Dos homens e progressos as passagens.

O sol boiando inspira doce mágoa
Salta o boto a sorrir na beira dágua
Passa a canoa cheia nos porões.

E a noite vem chegando com histórias
Ficando vivamente nas memórias
Na solidão do rio Solimões...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Poética

Sergio Luiz Pereira




Seja a palavra símbolo de encanto
De toda sensação vertida em verso
E tudo que se inspire no universo
Faça-se em notas de agradável canto.

Também da retirada de tal manto
Que de alegria cobre o mundo inverso
Para mostrar que, mesmo em tempo adverso
Cabe a justiça o bom caráter quanto.

Que as cordas desta lira em liberdade
Possam transpor o vário sentimento:
Essa paixão que a todo peito invade.

E estável fundo e forma equilibrista
Tocar com o coração, pois, no momento
O artista é de seu tempo jornalista.