Amigos do Fingidor

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Poesia em tradução

Acalanto para Deus menino
Juana Inés de la Cruz (1648?-1695)




Se meu Deus nasceu para penar,
Deixem-no velar.
Se está desvelado por mim,
Deixem-no dormir.
Deixem-no velar:
Não há pena em quem ama,
Como não penar.
Deixem-no dormir:
Sono é ensaio da morte
Que um dia há de vir.
Silêncio, que dorme.
Cuidado, que vela.
Não o despertem, não.
Sim, despertem-no, sim.
Deixem-no dormir.
Deixem-no velar.


(Trad. Manuel Bandeira)

domingo, 10 de outubro de 2010

Miguel Cabrera (1695-1768)

Soror Juana Inés de la Cruz.