Cândida Alves
É quase de manhã
ainda sinto teu cheiro
no meu travesseiro
levanto com raiva
pra lavar a cara
e escovar o cabelo
não dá pra esquecer
mil vezes te odeio
grito pra não enlouquecer
desgraçado, só quer me comer
mas quando chega a tarde
e o vazio me invade
ninguém telefona
além de você
tudo bem, “vamo vê”
mesmo papo, só cama
dessa vez pode ser
me arrumo e perfumo
pra esperar você
de agora em diante
eu que vou te comer
Amigos do Fingidor
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
terça-feira, 15 de junho de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Eu te amo
Cândida Alves
Colando o meu rosto
no pelo macio do teu peito
não posso encontrar
um defeito na vida
Meu corpo estreito
sem jeito
te cobre com força
e te beijo
Teu beijo
me escorre na cara
escancaras na boca
um bocejo
e dormes...
Respiro com calma
com tara
me sento em teu colo
te olho
não fico com medo
Procuro teus dedos
que toco
e enrosco nos meus
pensando em voz alta
meu Deus eu amo esse cara
esse homem
então sinto fome...
Vou à geladeira
encontro uma pera
e como
sentada na pia
Um gato que mia lá fora
me lembra na hora
meu gato sozinho na cama
Eu corro e te encontro
com os olhos fechados,
suando
sonhando comigo talvez
e sigo te olhando, babando,
pensando
meu Deus como eu amo
e proclamo:
sou tua, sou tua
enquanto adormeço ao teu lado
tranquila
e completamente nua
Colando o meu rosto
no pelo macio do teu peito
não posso encontrar
um defeito na vida
Meu corpo estreito
sem jeito
te cobre com força
e te beijo
Teu beijo
me escorre na cara
escancaras na boca
um bocejo
e dormes...
Respiro com calma
com tara
me sento em teu colo
te olho
não fico com medo
Procuro teus dedos
que toco
e enrosco nos meus
pensando em voz alta
meu Deus eu amo esse cara
esse homem
então sinto fome...
Vou à geladeira
encontro uma pera
e como
sentada na pia
Um gato que mia lá fora
me lembra na hora
meu gato sozinho na cama
Eu corro e te encontro
com os olhos fechados,
suando
sonhando comigo talvez
e sigo te olhando, babando,
pensando
meu Deus como eu amo
e proclamo:
sou tua, sou tua
enquanto adormeço ao teu lado
tranquila
e completamente nua
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Todo corpo
Cândida Alves
Todo corpo
toda vida explica
nos seus rastros
sempre uma notícia
escrita nos seus traços
todos os anseios
no mover dos braços
todo corpo
traz um benefício
sobre suas curvas
e algum sacrifício
com lembranças turvas
marca suas dobras
todo corpo amado
ou desolado chora
toda sua virtude
e seu pecado aflora
todo corpo
mostra seus segredos
e encontra outros medos
quando abre os olhos
todo corpo
uma mente oculta
todo corpo é alma
enquanto vida pulsa
Todo corpo
toda vida explica
nos seus rastros
sempre uma notícia
escrita nos seus traços
todos os anseios
no mover dos braços
todo corpo
traz um benefício
sobre suas curvas
e algum sacrifício
com lembranças turvas
marca suas dobras
todo corpo amado
ou desolado chora
toda sua virtude
e seu pecado aflora
todo corpo
mostra seus segredos
e encontra outros medos
quando abre os olhos
todo corpo
uma mente oculta
todo corpo é alma
enquanto vida pulsa
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