Coreto
Aurolina de Castro (1933-2004)
Onde estão agora os coretos
com a banda de música, nossas
algazarras e brincadeiras?
Ainda se encontram alguns
pelos subúrbios distantes.
Sem mais aquela significação,
lá estão eles, vultos manietados,
sem qualquer movimento,
da vida nova marginalizados.
Lembrá-los é trazer de volta
um tempo sem televisão.
É retornar à grande espiral
que em torno de seu eixo se fazia.
É circular lado a lado
de inquieta criançada. É rever
a gente simples, que buscava alegria
na banda de música que ali tocava,
nas tardes domingueiras.
Remanso de descontração,
de despretensiosa alegria,
ao jeito da primavera,
em torno do coreto
se desfrutava prazerosa atmosfera.
Amigos do Fingidor
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Estante do tempo
Lembrando
Aurolina de Castro (1933-2004)
Manaus tranqüila
tinha ainda
provinciana fisionomia.
O sol forte ardia na pele.
O bonde,
abarrotado de gente,
nos trilhos cantava
a melodia solta
na garganta da tarde,
brilhando em duas longas
paralelas de aço.
Aurolina de Castro (1933-2004)
Manaus tranqüila
tinha ainda
provinciana fisionomia.
O sol forte ardia na pele.
O bonde,
abarrotado de gente,
nos trilhos cantava
a melodia solta
na garganta da tarde,
brilhando em duas longas
paralelas de aço.
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