Carlos Tiago
Grávidas de poesia
as águas levam
o canto preciso do vento
onde todos os calores descansam
do sonho cadenciado:
certos mundos, serenatas de chuva
no meio do rio.
O pescador namora a cabocla desenhada nas nuvens
vai pegar um peixe bem grande para lhe presentear
uma gaivota planando o acompanha
o silêncio vai em suas asas
o infinito em seu olhar.
Botos se assustam e despertam
o sonho esquecido no profundo sono do rio.
águas do Andirá:
efeito de tempo e mistérios
histórias cheias de dor
ondas cantando amor.
Mundo de criações que se aconchegam
nas curvas das misteriosas praias
imaginações, espelho de estrelas
beleza decifrando o segredo das nuvens.
Amigos do Fingidor
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terça-feira, 27 de julho de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Convite
Carlos Tiago
É tempo de colher
o sonho plantado
por sorrisos e lágrimas.
O horizonte desenha sombras e flores.
É tempo de esquecer
as manhãs cinzas
ceifar os girassóis
plantados nas madrugadas.
O vento abraça olhares perdidos.
É tempo de desenhar
navios negreiros
em seus alçapões crianças brincarão de amarelinha.
É tempo dos sonhos
de plantar as flores da esperança
de acreditar no amor
em todas as palavras armadas de coragem.
O dia amanhece
em seus braços
uma criança sorri.
É tempo de colher
o sonho plantado
por sorrisos e lágrimas.
O horizonte desenha sombras e flores.
É tempo de esquecer
as manhãs cinzas
ceifar os girassóis
plantados nas madrugadas.
O vento abraça olhares perdidos.
É tempo de desenhar
navios negreiros
em seus alçapões crianças brincarão de amarelinha.
É tempo dos sonhos
de plantar as flores da esperança
de acreditar no amor
em todas as palavras armadas de coragem.
O dia amanhece
em seus braços
uma criança sorri.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Chuva de lembranças
Carlos Tiago
Luas e madrugadas
correm em minhas veias
ventos que chegam
trazendo lembranças da chuva
terra molhada, rio correndo
a vida nascendo nos matagais.
O rio vai descendo
contando histórias.
Noites estreladas nascem em mim
com seus mistérios e lendas:
o boto quer namorar
a boiúna vai em forma de navio
há festas, sorrisos, encantamentos.
Chuvas molham o chão
de minha alma
nos igapós águas de lembranças
lavam troncos e saudades.
Luas e madrugadas
correm em minhas veias
ventos que chegam
trazendo lembranças da chuva
terra molhada, rio correndo
a vida nascendo nos matagais.
O rio vai descendo
contando histórias.
Noites estreladas nascem em mim
com seus mistérios e lendas:
o boto quer namorar
a boiúna vai em forma de navio
há festas, sorrisos, encantamentos.
Chuvas molham o chão
de minha alma
nos igapós águas de lembranças
lavam troncos e saudades.
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