Amigos do Fingidor

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O salto

Moacir Andrade
À memória de João Crisóstomo



Sob o céu calmo à luz do ocaso,
a flor se abre.
Pura transparência
dentre pétalas de ouro e prata,
líquidas estrelas.
Surge o peixe – esguio – gracioso salto,
sob o brumoso sol de brilho flutuando.
De volta ao rio,
o nauta num mergulho eriça a água
de véus e suaves
círculos concêntricos,
e reintegra-se às sombras abissais.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Janelas em arco

Moacir Andrade


Nesta fachada de pedra,
nestas varandas de ferro,
de fogo e formas de amor,
nestes frontões esculpidos,
feitos de herança e memória,
nestes vidros coloridos,
arco-íris de mistérios
de muitas tardes de sol.
Dos arcos destas janelas,
nos desenhos, monogramas,
nas datas de antigas eras,
renascem velhas histórias
no fundo d’alma escondidas,
incrustadas transparências
como se fossem mensagens
em cromos de olhar crispados.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Moacir Andrade

Paisagem amazônica.