Segunda-feira: estante do tempo (poesia do Amazonas – autores falecidos) Terça-feira: nova poesia do Amazonas Quarta-feira: o fingidor Quinta-feira: poesia do Amazonas – geração Madrugada e pós Sexta-feira: poesia em língua portuguesa Sábado: poesia em tradução Domingo: minha pátria é minha língua
A cada dia um quadro, que não necessariamente guardará relação com o poema.
Ao Fingidor
Jorge Tufic
Revejo a praça, o bar, o teatro, a igreja. A tarde deixa o dia ali na esquina. Logo chega o Simão, e a noite ensina que antes do papo venha uma cerveja.
Agora o bar do Armando é uma oficina. Em cada peito um fingidor lateja... Zemaria sussurra, alguém troveja, mas tudo é festa, brinde, serpentina.
Que seria de nós ou da Poesia, se além da “crise” bar virasse banco, praça, estacionamento, o que seria
das estrelas, do nimbo e do luar, se de repente um verso – azul ou branco – já não tivesse mais onde pousar?