um poema se projeta
– entre sapos, entre grilos –
recortando a madrugada:
com o fio da navalha
costuro as sombras do chão
– viver é imenso
de pedras teço meu canto
recolhido, emimesmado
num redemoinho de enganos
(canto em arco arquitetado:
seta que se completa
no atingimento da meta)
onde ouvi aquelas pedras?
são monolitos de Rosa
ou sussurro minuano?