Amigos do Fingidor

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Rondel do tucumã (XLVIII)

Luiz Bacellar



do teu minúsculo coquinho
relatam lendas milenárias
brotaram sono, amor, carinho,
a lua e as outras luminárias;
onças e pássaros noturnos,
quando em teu bojo se escondia
dele fugiu com ares soturnos
enquanto o breu se derretia;

tu foste a caixa de Pandora
das tribos bárbaras de outrora
e a cor das asas da graúna
saiu de ti como um trovão
para que a filha da boiúna
pudesse amar na escuridão